
Quem pensa em tratar a queda de cabelo com laser costuma chegar ao consultório com a mesma dúvida: quantas sessões vou precisar fazer? No caso do FoLix, primeiro e único laser fracionado para queda de cabelo liberado pela FDA (Food and Drug Administration), dos Estados Unidos, o protocolo costuma ter de quatro a seis sessões, com intervalo mensal entre elas.
Em Bauru (SP), a dermatologista Stéfany Casagrandi, Mestre em Ciências na área da Patologia, com ênfase em Tricologia, pela UNESP, já tratou mais de 100 pacientes com o aparelho desde agosto. Fabricado pela israelense Lumenis, o equipamento tem registro na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
Cada sessão dura até 30 minutos
O laser emite feixes microscópicos de luz que criam pequenas zonas de aquecimento controlado no couro cabeludo. Esse estímulo ativa a regeneração natural do organismo, aumenta a circulação e desperta folículos enfraquecidos. Não há cortes nem agulhas, o procedimento é considerado confortável e, em geral, bem tolerado, e o paciente volta às atividades logo depois.
Para a médica, ter o equipamento no interior paulista encurta o caminho de quem procura tratamento.
"A queda de cabelo mexe com a autoestima de um jeito que muita gente não imagina. Ter uma tecnologia como essa em Bauru significa que o paciente não precisa mais ir a São Paulo ou ao exterior para ter acesso ao que existe de mais moderno", afirma.
O que os pacientes contam
Segundo a Dra. Stéfany, muitos pacientes relatam perceber diferenças, como menos fios caindo no banho e no travesseiro, já na primeira sessão.
"O retorno que mais ouço é: 'doutora, parou de cair e sinto que está mais preenchido'. Cada pessoa responde no seu tempo, mas ver esse resultado no dia a dia do consultório é muito gratificante", diz a médica.
O número muda de pessoa para pessoa
O total de sessões é definido pelo médico, conforme a resposta de cada paciente. Também muda o papel do laser: em parte dos casos, ele é o único tratamento, procurado por quem quer evitar remédios; em outros, entra junto com medicações e outros procedimentos para potencializar o resultado.
"Antes de qualquer coisa, eu preciso entender por que aquele cabelo está caindo. A partir do diagnóstico, decido se o laser resolve sozinho ou se ele vai trabalhar junto com outras terapias", explica.
O que dizem os estudos
Uma metanálise publicada em 2026 no Journal of Cosmetic Dermatology reuniu 15 estudos, com 1.097 pacientes com alopecia androgenética, e concluiu que o laser fracionado aumenta de forma significativa a densidade dos fios, com efeitos adversos em geral leves e passageiros. Outra revisão do mesmo ano registrou taxa de melhora avaliada pelos médicos de 95,3% quando o laser foi combinado a outras terapias, frente a 77,2% no uso isolado.
A queda de cabelo é queixa comum: estudo com a população brasileira, citado em revisão dos Anais Brasileiros de Dermatologia, periódico da SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia), encontrou alopecia de padrão feminino em 32,3% das mulheres adultas.
Quem é a médica
Formada pela UFTM (Universidade Federal do Triângulo Mineiro) e Mestre em Ciências na área da Patologia, com ênfase em Tricologia, pela UNESP, onde cursa o doutorado, Stéfany é speaker da Lumenis e desenvolve a primeira pesquisa científica do Brasil sobre o FoLix.
Resumindo: o tratamento com FoLix costuma ter de quatro a seis sessões mensais, de até 30 minutos cada, e o número final depende da avaliação médica e da resposta de cada paciente.
Serviço: Clínica Dra. Stéfany Casagrandi
Avenida Getúlio Vargas, 12-80, Bauru (SP)
Agendamentos: (14) 99156-5335
Instagram: @drastefanycasagrandi e @stecasagrandidermatologia
Responsável técnica: Dra. Stéfany Casagrandi, CRM-SP 204936, RQE nº 99232
