
As empresas perdem, em estimativa, 5% da receita anual com fraudes cometidas por quem trabalha nelas. E um caso típico leva 12 meses até ser descoberto. Os dados são da edição 2026 do Report to the Nations, da ACFE (Association of Certified Fraud Examiners), um dos principais estudos do mundo sobre o tema.
O levantamento mostra ainda que 43% das fraudes foram descobertas por denúncia, mais da metade feita por funcionários. A denúncia é, assim, o caminho mais comum para o problema vir à tona.
Por que demora tanto
Para Marcelo Erthal, CEO da clickCompliance , plataforma de gestão de compliance, parte da demora está na forma como as empresas acompanham os próprios números.
"Quando os números ficam em planilhas atualizadas uma vez por mês, o profissional de compliance descobre o problema junto com a diretoria. Com acompanhamento em tempo real, ele consegue agir antes e chega à reunião com a análise pronta", diz.
O que dá para medir
Acompanhar de perto significa olhar para dados que a área de compliance já tem: tempo médio para apurar uma denúncia, quantos relatos se confirmam, de quais setores eles vêm, quantos funcionários concluíram os treinamentos, quantos aceitaram as políticas internas e quantos fornecedores passaram por checagem. Cruzados e observados ao longo do tempo, esses números viram indicadores.
Mostrar resultado ainda é desafio
Transformar tudo isso em resultado ainda é difícil. Pesquisa do Gartner indica que só 37% dos líderes de compliance confiam na própria capacidade de avaliar se o programa funciona. No Brasil, a 6ª Pesquisa de Maturidade de Compliance da KPMG, com 106 organizações, mostrou que 56% das empresas não usam metas de compliance como indicadores na avaliação de desempenho.
A vontade de mudar esse quadro aparece em outro estudo da KPMG, divulgado em outubro, com 725 CCOs (Chief Compliance Officers) de oito países: 77% investiriam em análise de dados se tivessem orçamento, e os executivos querem que a área deixe de ser vista como centro de custo.
"O compliance produz dados o tempo todo, mas a diretoria não toma decisão com base em volume de registros. Ela quer saber quais riscos foram reduzidos, quanto tempo a empresa leva para responder a um problema e onde estão as vulnerabilidades. Quando o profissional organiza a rotina em indicadores e acompanha esses números com frequência, o compliance passa a ser cobrado e reconhecido pelo que entrega", afirma Erthal.
A lei também pede esse cuidado. O Decreto 11.129/2022, que regulamenta a Lei Anticorrupção, inclui o monitoramento contínuo do programa de integridade entre os critérios para avaliar sua existência e aplicação, o que pode pesar na aplicação de sanções.
Live gratuita no dia 28
A clickCompliance faz no dia 28 de outubro, das 11h às 12h, a live gratuita "Indicadores de Compliance: como monitorar a operação e comprovar resultados". Erthal recebe os especialistas Kairo Nogueira e Isabella Bullia, da empresa, para mostrar na prática como criar métricas com dados de denúncias, investigações, treinamentos e terceiros. Os indicadores do software da clickCompliance serão usados como exemplo.
Com perdas estimadas em 5% da receita e um caso típico levando um ano para aparecer, acompanhar indicadores em tempo real é uma das formas de as empresas descobrirem a fraude interna mais cedo.
Serviço
Live "Indicadores de Compliance: como monitorar a operação e comprovar resultados"
28 de outubro, das 11h às 12h, online e gratuita
Inscrições: https://clickcompliance.com/live-indicadores-compliance/
