
A corrida da inteligência artificial levou o mercado de servidores a um recorde e começa a abrir espaço para fabricantes da China no Brasil. No segundo trimestre de 2026, o setor movimentou US$ 166,3 bilhões no mundo, alta de 52% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo a IDC.
De olho nesse movimento, a brasileira MSServer , especializada em infraestrutura de servidores, está ampliando suas conexões com o ecossistema de tecnologia asiático, principalmente com fabricantes chineses de equipamentos para processamento e armazenamento de dados.
Por que a IA fez a procura disparar
Rodar sistemas de inteligência artificial exige muito poder de computação. O crescimento do mercado foi puxado justamente pelas estruturas criadas para a IA e pelos servidores equipados com GPUs, os processadores usados nas tarefas mais pesadas. Esses sistemas também pedem alta capacidade de memória e armazenamento.
A demanda maior está mudando até quem vende. Novas arquiteturas e a busca por alternativas para tarefas cada vez mais complexas abrem espaço para novos fornecedores em um mercado que, por muito tempo, ficou concentrado em grandes marcas globais.
Onde entra a China
Nas últimas décadas, a China montou uma cadeia de tecnologia ampla, que vai de componentes e fabricação a servidores, armazenamento, redes, inteligência artificial e infraestrutura para data centers. Com a disputa global por capacidade computacional, os fabricantes do país veem a chance de crescer fora de casa e competir em áreas que antes ficavam com um grupo menor de fornecedores.
Para as empresas brasileiras, isso pode significar mais opções na hora de ampliar ou modernizar a estrutura de tecnologia, em um momento em que capacidade computacional deixa de ser só um assunto da área de TI e passa a fazer parte das decisões estratégicas dos negócios.
A MSServer afirma que mantém aproximações com o mercado asiático e avalia possibilidades de cooperação e fornecimento. Os fabricantes e projetos envolvidos devem ser revelados mais adiante. Para a empresa, acompanhar essas mudanças antes que estejam consolidadas faz parte da estratégia de expansão e diversificação tecnológica.
O preço não decide sozinho
A chegada de novos fabricantes não deve ser avaliada só pelo valor do equipamento. Capacidade de processamento, eficiência energética, disponibilidade de componentes, integração com GPUs, escalabilidade e suporte tendem a pesar cada vez mais na escolha.
O jeito de usar a tecnologia também mudou. Em vez de escolher entre ter servidores próprios ou migrar tudo para a nuvem, as empresas passam a combinar os dois modelos. Sistemas de IA costumam pedir GPUs e muita memória, enquanto outras aplicações funcionam melhor na nuvem ou com armazenamento dedicado. Por isso, a MSServer vem ampliando sua atuação para projetos que unem servidores físicos, virtualização, Cloud privada e ambientes híbridos.
O Brasil também entra na disputa
O movimento global coincide com o esforço do país para atrair data centers. Em setembro de 2026, foi sancionado o Redata (Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter), que prevê incentivos para a instalação de centros de processamento de dados no Brasil, incluindo estruturas para Cloud e para treinamento e inferência de modelos de IA.
Com vendas recordes, incentivos locais e novos fabricantes interessados no país, a tendência é que as empresas brasileiras tenham mais alternativas de infraestrutura nos próximos anos. A MSServer pretende ampliar sua atuação nesse cenário, fortalecendo as conexões com o mercado chinês e analisando novas possibilidades para o Brasil. Mais do que incorporar novos equipamentos ao portfólio, a ideia é antecipar mudanças na forma como as empresas brasileiras vão contratar infraestrutura.
