Como é feita a manutenção da rede de esgoto e qual o papel do poço de visita
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Como é feita a manutenção da rede de esgoto e qual o papel do poço de visita

A manutenção da rede de esgoto começa por uma estrutura essencial: o poço de visita. É por ele que as equipes acessam a tubulação enterrada para inspecionar, limpar e fazer reparos. Os poços ficam nos trechos em que o encanamento muda de direção, de nível ou de diâmetro.

Na Fenasan 2026 (Feira Nacional de Saneamento e Meio Ambiente), de 20 a 22 de outubro, no Expo Center Norte, em São Paulo, esse equipamento é o destaque do estande da Asperbras . A fabricante de tubos e conexões, com mais de 40 anos de mercado, apresenta sua linha de poços de visita em PEAD (polietileno de alta densidade) e de poços de inspeção, segmento em que afirma ser pioneira e líder.

Inspeção, limpeza e reparo

No dia a dia das cidades, o poço de visita funciona como porta de entrada para quem cuida da rede. Pela abertura, as equipes verificam as condições da tubulação, fazem a limpeza e executam consertos. Na drenagem, a mesma estrutura liga as bocas de lobo à rede que recebe a água da chuva.

Mais rede, mais pontos de acesso

O país ainda tem muita rede para construir. Segundo o Ranking do Saneamento 2026, do Instituto Trata Brasil, cerca de 90 milhões de brasileiros vivem sem coleta de esgoto, e só 51,8% do esgoto gerado é tratado. O Marco Legal do Saneamento (Lei 14.026/2020) prevê que, até 2033, 90% da população tenha coleta e tratamento, e 99%, água potável.

Desde a aprovação da lei, as concessões ganharam escala. A Abcon Sindcon (Associação e Sindicato Nacional das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto) aponta empresas privadas em 2.720 municípios, com mais de R$ 177 bilhões em investimentos contratados. Thiago Rosa, diretor comercial da Asperbras, comenta o cenário: “Acreditamos no avanço do Marco Legal do Saneamento e, por isso, vamos continuar investindo em produtos e na ampliação da capacidade de nossas plantas.”

O investimento ainda é desigual entre as cidades. O Plansab (Plano Nacional de Saneamento Básico) calcula em R$ 225 por habitante ao ano o valor necessário para universalizar os serviços. Entre os 100 municípios mais populosos, 51 investiram menos de R$ 100 por habitante em 2024, segundo o Trata Brasil.

Produção ampliada

A Asperbras chega à feira com a ampliação da unidade de Penápolis (SP) concluída. Com R$ 50 milhões, a planta ganhou mais de 5 mil m², com novas linhas e áreas de estocagem e distribuição, e passa a poder dobrar a capacidade de produção de tubos e conexões. A unidade de PEAD, inaugurada em 2023, também está em expansão, com foco em tubos lisos de grandes bitolas. Em Penápolis, a expansão envolve cerca de 50 empregos diretos e 150 indiretos.

Thiago Rosa também fala sobre a produção: “Nosso compromisso continua sendo entregar ao mercado um volume de produção que reflita a capacidade de executar os projetos propostos, além de dar continuidade à ampliação do nosso mix de produtos.”

Quem é a fabricante

A Asperbras tem seis unidades industriais, em Penápolis (SP), Macaíba (RN) e Simões Filho (BA), soma 700 empregos diretos e cerca de 1.500 indiretos e pertence à holding Colpar Brasil. A empresa se apresenta como uma das quatro principais fabricantes do país em tubos de PVC (policloreto de vinila) e PEAD e está entre as mil maiores empresas do Brasil, segundo a edição 2026 do ranking Valor 1000, do Valor Econômico.

A feira é promovida pela AESabesp (Associação dos Engenheiros da Sabesp) e, segundo a organização, reúne 479 expositores em 37 mil m² neste ano, com expectativa de 40 mil visitantes. O credenciamento para visitar é gratuito pelo site do evento .

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