Isadora Nogueira alerta para os AIFS e os riscos dos alimentos ditos saudáveis
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Isadora Nogueira alerta para os AIFS e os riscos dos alimentos ditos saudáveis

A empresária e influenciadora Isadora Nogueira apresenta o conceito de Alimentos Inflamatórios Falsamente Saudáveis (AIFS) para questionar a ideia de que produtos com apelo fitness são automaticamente benéficos ao organismo. A proposta incentiva uma avaliação mais individualizada da alimentação.

A discussão parte de sintomas frequentemente normalizados no dia a dia, como inchaço abdominal, gases, refluxo e dificuldades digestivas. Segundo Isadora, esses sinais podem indicar que determinados alimentos não estão sendo bem tolerados, mesmo quando possuem uma imagem comercial associada à saúde. Entre os exemplos estão produtos industrializados com apelo fitness e barrinhas proteicas. A empresária também menciona queixas como acne, celulite, queda de cabelo e dificuldade para reduzir gordura corporal, embora essas manifestações possam ter diferentes causas e não comprovem, isoladamente, a existência de inflamação alimentar.

O tema ganha espaço diante da expansão do mercado de produtos comercializados como saudáveis. Expressões como "fit", "zero açúcar", "proteico" e "natural" passaram a ocupar embalagens e campanhas publicitárias da indústria alimentícia. No entanto, essas classificações não garantem, por si só, que um produto seja adequado a todas as pessoas. Fatores como composição, quantidade consumida, frequência e necessidades individuais precisam ser considerados. É importante destacar que o termo AIFS não corresponde a uma categoria diagnóstica estabelecida na literatura científica. Intolerâncias, alergias e condições gastrointestinais exigem avaliações específicas, e a exclusão de grupos alimentares sem orientação profissional pode resultar em restrições desnecessárias e desequilíbrios nutricionais.

Para Isadora, o problema está na percepção de que consumir produtos ligados ao universo fitness significa, necessariamente, manter uma alimentação saudável. "Hoje existe uma tendência de tratar qualquer alimento como inofensivo. Mas basta observar o próprio corpo para perceber que pessoas diferentes respondem de maneiras diferentes aos mesmos alimentos. Ignorar esses sinais significa deixar de ouvir um dos principais indicadores do nosso estado de saúde", afirma. Ela defende uma relação menos automática com os rótulos e sustenta que a questão não está em uma refeição isolada. "Quanto mais saudável uma pessoa realmente é, maior costuma ser sua liberdade alimentar. O problema não é uma refeição isolada, mas a exposição diária a alimentos que o organismo pode não estar tolerando bem", acrescenta.

A partir dessa perspectiva, a empresária lança o Protocolo Restart, método que, segundo ela, foi desenvolvido com a participação de profissionais da saúde que atuam na área integrativa. A iniciativa propõe um período estruturado de reorganização alimentar, com orientações práticas para estimular hábitos mais consistentes e permitir que os participantes identifiquem possíveis relações entre a rotina alimentar e os sintomas percebidos. O programa integra o aplicativo educacional Meu Restart, que reúne conteúdos sobre alimentação, estilo de vida e acompanhamento da jornada dos usuários. Embora o protocolo tenha objetivos ligados ao emagrecimento e à redução de desconfortos, sua eficácia depende de evidências clínicas que permitam avaliar os resultados.

A proposta coloca em evidência a importância da individualização alimentar, mas também a necessidade de distinguir experiências pessoais, estratégias comerciais e conhecimentos sustentados por pesquisas científicas. A investigação de sintomas persistentes deve contar com acompanhamento profissional quando necessário. Mais informações sobre o Protocolo Restart estão disponíveis em MeuRestart.com.

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