Por que o certificado digital virou peça-chave na rotina das empresas
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Por que o certificado digital virou peça-chave na rotina das empresas

Pouca gente pensa no certificado digital até o dia em que ele vence. É nesse momento que a empresa percebe quantas tarefas passam por ele, como emitir nota fiscal, transmitir o eSocial e entregar as obrigações do SPED (Sistema Público de Escrituração Digital). “O certificado virou parte da operação da empresa. Quando ele vence, a nota não sai e o caixa para”, resume João Paulo Rodrigues Macedo, CEO da Alvo Certificado Digital .

A Alvo é uma Autoridade de Registro credenciada à ICP-Brasil (Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira) desde 2018 e acompanha esse movimento de perto: já emitiu mais de 500 mil certificados e faz hoje mais de 7 mil emissões por mês.

Uma identidade para o mundo digital

O certificado funciona como a identidade da empresa nos sistemas eletrônicos. Com a assinatura qualificada da ICP-Brasil, o fisco, o sistema de informações trabalhistas e o Judiciário sabem quem está do outro lado da tela.

Pense numa pequena empresa que vende para outras empresas e emite nota fiscal eletrônica com certificado. Se ele vence numa sexta-feira e ninguém percebe, a semana seguinte pode começar com pedidos parados, cliente cobrando e caixa esperando.

É a mesma lógica de um documento de identidade: ninguém pensa no RG até precisar dele num balcão. A diferença é que, para muitas empresas, esse balcão está aberto todos os dias, a cada nota emitida.

Por muito tempo, isso parecia assunto restrito ao escritório de contabilidade. Hoje, com nota fiscal, folha de pagamento e escrituração passando por sistemas eletrônicos, o certificado participa da rotina da empresa. A transição da reforma tributária, iniciada em 2026, deixou as empresas ainda mais dependentes desses sistemas.

O tamanho do movimento

Segundo o ITI (Instituto Nacional de Tecnologia da Informação), o Brasil emitiu 1.070.325 certificados digitais em junho de 2026, 11,1% a mais que no mesmo mês de 2025. Hoje são quase 17 milhões de certificados ativos no país.

Tirar o certificado ficou mais simples

A validação pode ser feita por videoconferência, na plataforma da Autoridade Certificadora. O titular faz prova de vida, mostra o documento original físico e tem a biometria conferida nas bases oficiais, como determina a Instrução Normativa ITI nº 36/2026. Tudo leva cerca de 10 minutos. Quem não tem carteira de motorista também consegue emitir, se já tiver biometria registrada na ICP-Brasil ou em outra base oficial, como a do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Outra novidade para muita gente é que dá para comprar direto da Autoridade de Registro, que é quem valida a identidade e faz o atendimento, sem passar pela loja da Autoridade Certificadora. O certificado tem a mesma validade jurídica. Na Alvo, por exemplo, o e-CNPJ A1 de 12 meses custa R$ 149,90. “Quando o cliente compra de quem faz a validação, ele elimina uma camada de intermediação. Isso aparece no preço e no atendimento”, diz Macedo.

Quem avisa antes de vencer

Em muitas empresas, quem lembra do certificado é o contador. Parte relevante das vendas da Alvo chega por contadores parceiros , que acompanham o calendário fiscal e sabem quando a validade está chegando ao fim. “O contador percebe o problema antes do cliente. Nosso papel é dar a ele uma emissão rápida e confiável”, afirma o CEO.

Resumindo: o certificado digital ficou importante porque boa parte do que a empresa entrega ao governo passa por ele. Invisível no dia a dia, ele só chama atenção quando vence. Para quem cuida de uma empresa, a lição prática é simples: saber onde está o certificado, quando ele vence e quem é responsável por providenciar o próximo.

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