Hotel em cidade pequena pode aparecer em só uma agência, revela estudo
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Hotel em cidade pequena pode aparecer em só uma agência, revela estudo

Procurou hotel para uma viagem a trabalho numa cidade pequena e não encontrou nada? Isso não quer dizer, necessariamente, que não existe hospedagem por lá. Um estudo mostrou que parte das opções de hotéis e passagens aparece em apenas uma agência, e que a maioria dessas opções exclusivas está justamente em municípios menores.

O levantamento foi feito pela travel tech Loupit entre 1º de agosto e 30 de setembro de 2026, com 153 empresas, e comparou cotações de passagens aéreas e hotéis entre agências. Em 17% das pesquisas, uma ou mais opções foram encontradas em apenas uma das agências comparadas.

A maior parte está no interior

O dado que chama atenção vem a seguir: entre essas opções exclusivas, 68% eram hotéis em cidades com menos de 100 mil habitantes.

Na avaliação da Loupit, o resultado sugere limitações de integração tecnológica e de acesso a canais de distribuição nessas localidades. O levantamento, sozinho, porém, não determina a causa das diferenças de disponibilidade.

Quem mais sente o problema

A situação pesa para empresas cujos funcionários viajam para unidades industriais, obras, operações agrícolas e outras localidades fora dos grandes centros. Nesses casos, encontrar hospedagem pode ser tão importante quanto pagar pouco por ela.

E o preço também muda de agência para agência. O estudo encontrou diferenças de preços de 32% entre as agências comparadas e mostrou que, em 39% das cotações, a agência com a menor taxa de serviço não era a que tinha o menor preço final.

O levantamento mostrou ainda que, em 83% das pesquisas, as agências apresentavam os mesmos voos e hotéis, com diferenças apenas nos preços.

Para Patrick Tytgadt, CEO da Loupit e especialista em Travel Tech, a atenção precisa ir para o que pesa mais no gasto.

“Quando a taxa representa uma pequena parcela da compra, concentrar toda a negociação nela é como observar a formiga enquanto o elefante passa despercebido. A formiga representa o fee; o elefante, o valor da passagem ou da hospedagem. Ambos precisam ser avaliados, com atenção proporcional ao seu impacto no gasto total”, afirma Tytgadt.

Além do preço, a Loupit recomenda conferir as condições da oferta: bagagem, regras de alteração e cancelamento, categoria de quarto, serviços incluídos e forma de pagamento.

Mais agências, mais opções

A Loupit funciona como marketplace de viagens corporativas : a empresa escolhe até três agências e compara as ofertas de todas elas numa mesma plataforma, com as regras de viagem centralizadas.

Cada agência de viagens corporativas consulta mais de 150 sites e fornecedores globais. Com três agências, o alcance pode passar de 450 consultas combinadas. Como as agências podem acessar fornecedores em comum, o número representa um potencial de consultas, e não necessariamente 450 sites diferentes.

Segundo a Loupit, essa combinação amplia o inventário disponível e reduz a necessidade de consultas manuais em diferentes canais. Também aumenta a chance de encontrar opções adequadas à política de viagens da empresa, inclusive em destinos com oferta mais restrita.

Entre as agências usuárias da plataforma estão a Uniglobe Pro e a Travel Manager AI , que contam com o serviço da América BPO para atendimento emergencial 24 horas.

Os resultados referem-se à amostra analisada e não devem ser interpretados como uma estimativa de todo o mercado brasileiro. Mas, para quem viaja a trabalho para o interior, o recado é claro: se o hotel não aparece numa agência, vale procurar em outra.

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