
Maringá, no norte do Paraná, é a base de uma operação que atende médicos peritos em todos os estados. É lá que fica a M Perícias , assessoria exclusiva para médicos que cuida da parte burocrática da perícia judicial.
Do escritório à assessoria
A empresa nasceu da advocacia. Desde 2019, o grupo atua na defesa de médicos. Em agosto de 2024, começou a M Perícias com os próprios clientes do escritório, que já estavam em todas as regiões do país, e em fevereiro de 2025 abriu o serviço para outros médicos. Segundo a empresa, são hoje 1.852 peritos médicos ativos nos tribunais, 15.779 perícias geridas entre março e setembro de 2026 e 102 colaboradores, 80 deles advogados.
“Depois de atuar em mais de 3.000 processos na defesa de médicos, percebemos uma falta muito grande de peritos médicos judiciais. Quando perguntávamos aos nossos próprios clientes por que eles não atuavam nessa área, a resposta quase sempre era a mesma: burocracia”, diz Alcides Martinhago Junior, CEO da empresa.
O que o perito deixa de fazer
A lista inclui manter cadastro em cada tribunal, acompanhar intimações, mandar proposta de honorários em até cinco dias depois da nomeação (artigo 465 do Código de Processo Civil) e cumprir o prazo do laudo, já que o atraso sem justificativa pode levar à troca do perito (artigo 468).
O que a empresa não vende
Nomeação. “Nenhuma empresa vende nomeação. Quem nomeia é o juiz. O que a gente entrega é o médico cadastrado, com a documentação em dia, os prazos controlados e a proposta de honorários bem feita”, afirma o CEO.
A outra ponta
Advogados e partes usam o diretório da empresa para achar peritos médicos por cidade ou especialidade. O pedido vai para o profissional mais próximo da comarca e, segundo a empresa, não há taxa de intermediação.
Para Maringá, é mais um exemplo de negócio de serviços que opera em escala nacional a partir do interior.
