Por que duas empresas iguais têm lucros diferentes: a margem que se esconde no imposto
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Por que duas empresas iguais têm lucros diferentes: a margem que se esconde no imposto

Duas empresas do mesmo setor, com o mesmo faturamento e o mesmo preço, podem fechar o ano com margens diferentes sem que nenhuma delas tenha vendido melhor. A diferença está numa linha que ninguém compara: o quanto cada uma paga de tributo, e o quanto pagou a maior sem saber.

Isso é mais comum numa faixa específica: a empresa que passou dos R$ 4,8 milhões do Simples Nacional, entrou no Lucro Presumido ou no Lucro Real e continuou operando com a mesma estrutura de antes. Tem um contador cuidando do compliance. Não tem quem revise, com ele, se o que foi pago era devido.

“A empresa que fatura entre cinco e setenta e oito milhões é onde a gente mais encontra tributo pago a maior, porque ela é grande o bastante para ter a conta complexa e pequena demais para ter quem olhe para a conta. Não é falha de gestão, é estrutura. E é justamente aí que a revisão vira vantagem competitiva, porque muda a margem sem mudar o preço”, afirma Carlos Gago, CEO da Trinity Consultoria Tributária .

A margem se esconde em três lugares. No que foi pago a maior nos últimos cinco anos, sobretudo na base de cálculo do PIS e da Cofins e nas contribuições sobre a folha, valores que a legislação permite recuperar e compensar dentro das regras da Receita (IN RFB 2.314). Na apuração de todo mês, onde um percentual de presunção errado ou uma classificação inadequada da receita repete o prejuízo em cada competência. E na escolha de regime, feita uma vez e nunca revista, que a reforma tributária vai reprecificar a partir de 2027, quando a CBS substitui PIS e Cofins.

“A ordem importa. Primeiro a gente recupera o que já foi pago a maior, porque isso é caixa e não custa nada para a empresa. Depois corrige a apuração, com o contador, para parar de repetir o erro. E aí, com número na mão, decide o regime para 2027. Quem faz na ordem inversa gasta energia discutindo o futuro enquanto o passado prescreve”, explica Gago.

A Trinity, que atua no modelo de consultoria por resultado, com remuneração sobre o crédito efetivamente recuperado, trata o diagnóstico como primeira fase do projeto, sem custo, com a ContadorIA como raio-X inicial e validação feita junto com o contador da empresa. E qualifica quem não se beneficia: empresas no Simples, abaixo de R$ 5 milhões ou com equipe fiscal interna.

Preço, prazo e qualidade aparecem na proposta. A margem tributária aparece no resultado. Numa disputa por centavos, é ela que separa as duas empresas iguais.

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