
Juntar dinheiro por meses, adiar a viagem, deixar outro plano para depois. Foi esse tipo de relato, ouvido na hora da matrícula, que mudou a forma como os fundadores do IPOG (Instituto de Pós-graduação e Graduação) passaram a encarar os cursos que ofereciam. A instituição, criada em Goiânia em 2001, completou 25 anos em 26 de setembro e já recebeu mais de 350 mil profissionais.
O peso da escolha para quem paga
Leonardo Oliveira, sócio acionista, conta que a proximidade com os alunos nos primeiros anos deixou clara a responsabilidade envolvida em cada matrícula.
"Começamos a perceber logo no início, por estarmos muito próximos dos alunos, o tamanho da responsabilidade que havia nos nossos projetos. Muitas pessoas tinham economizado durante meses, adiado viagens ou outros planos e estavam colocando aquele sonho nas nossas mãos. Isso mudou a forma como passamos a olhar para aquilo que entregávamos", afirma.
Por que tanta gente investe na especialização
A dupla percebeu cedo que o valor da pós estava também em levar para a sala de aula os problemas, as ferramentas e as experiências que o aluno encontra no trabalho. A escuta de profissionais, professores e entidades de classe ajudou a definir novas áreas de formação e a acompanhar as mudanças do mercado.
Foi essa lógica que ajudou o portfólio a crescer das duas especializações iniciais para as várias áreas oferecidas hoje. Para quem aperta o orçamento para estudar, essa ligação com a prática profissional é o que ajuda a dar sentido ao investimento.
Os fundadores também apostaram alto
O próprio IPOG nasceu de uma aposta com pouco dinheiro. Paulo Santana, então estudante de Direito, não encontrava uma especialização na área que queria e decidiu criar uma. Começou com cinco mil emprestados pela namorada, hoje esposa, numa sala de cerca de 30 metros quadrados. Leonardo, que virou sócio em 2003, vendeu o carro para abrir a operação no Tocantins.
"Eu não conhecia muito sobre educação, mas acreditei muito na proposta e no projeto. No começo, a gente fazia de tudo: vendia, ajudava no marketing, acompanhava os professores e ouvia os alunos. Essa proximidade fez com que aprendêssemos muito rápido sobre educação e sobre aquilo que estávamos entregando", lembra Leonardo.
O retorno que aparece na carreira
Hoje, a instituição tem mais de 200 cursos de pós-graduação, graduação e extensão, nota máxima (5) na avaliação do MEC (Ministério da Educação), mais de dois mil colaboradores e 24 unidades, além das aulas on-line. Em maio de 2026, recebeu o selo RA1000, do Reclame AQUI.
Para os fundadores, o investimento feito pelos alunos aparece em mudanças de carreira e em negócios abertos.
"Meu maior orgulho é ver pessoas que foram transformadas e impactadas em suas vidas. Alunos que abriram empresas, profissionais que cresceram em suas carreiras, professores e colaboradores que também se desenvolveram ao longo dessa trajetória. É isso que dá sentido ao que foi construído", diz Paulo Santana, fundador.
"Esse sonho foi deixando de ser apenas meu e do Paulo. Muitas pessoas se conectaram ao IPOG, cresceram junto com a instituição e ajudaram a construir o que temos hoje. Quando encontramos um aluno que conta que mudou de carreira, abriu uma empresa ou alcançou um objetivo profissional, conseguimos enxergar a dimensão desse impacto", completa Leonardo.
A experiência do IPOG mostra o que os fundadores enxergam em quem fez esse investimento: profissionais que cresceram, mudaram de área ou abriram o próprio negócio. Para quem está juntando dinheiro para a pós, o que os 25 anos da instituição indicam é que o curso precisa conversar com o que o aluno vive no trabalho.
