
Deixar o dinheiro rendendo na renda fixa ou colocar em imóvel? Com a Selic ainda em 13,75% ao ano, essa dúvida voltou com força para quem tem patrimônio para investir. Só que existe um caminho que junta os dois lados: entrar como sócio de uma obra e pagar aos poucos, enquanto o resto do dinheiro continua aplicado. É o modelo de coinvestimento em incorporação, estruturado por empresas como a Fortunne Capital .
Por que a renda fixa ainda seduz
O Copom (Comitê de Política Monetária) cortou a Selic em 16 de setembro, pela quinta vez seguida, mas o juro segue alto. E o mercado não espera muita mudança tão cedo: o boletim Focus projeta a taxa nesse patamar até dezembro e em 12% só em 2027. Enquanto isso, os fundos imobiliários da bolsa andaram pouco. O IFIX, índice da B3, subiu 1,46% no primeiro semestre, bem longe dos 11,12% do mesmo período de 2025.
Como funciona o jeito de ter os dois
Nesse modelo, o investidor não compra um apartamento. Ele vira parceiro de capital do incorporador, em geral por meio de uma SPE (Sociedade de Propósito Específico) ou de uma SCP (Sociedade em Conta de Participação). Assina o compromisso com um valor, mas só coloca o dinheiro conforme a obra anda. O que ainda não foi pedido segue rendendo na aplicação dele. No fim, o ganho vem de três lugares: a margem da obra, a valorização do imóvel durante a construção e o rendimento do dinheiro que ficou esperando.
“O investidor compromete o valor, mas não precisa tirar tudo da carteira no dia da assinatura. Ele aporta conforme a obra anda, e o que ainda não foi chamado segue rendendo onde já estava. Com a Selic nesse nível, isso faz diferença no retorno total da operação”, afirma Petrônio Medeiros, CEO da Fortunne Capital.
E o interesse por imóvel não sumiu. Ele só mudou de endereço. As LCIs, aplicações de renda fixa ligadas ao setor imobiliário e isentas de imposto de renda, chegaram a R$ 515,8 bilhões nas carteiras de pessoas físicas no fim do primeiro semestre, alta de 13,7% desde dezembro, segundo a Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais). Entre os mais ricos, do segmento private, a posição nesse papel cresceu 10,9%.
O setor está crescendo, mas a cidade importa
Os lançamentos de imóveis cresceram 19,3% em unidades nos 12 meses até janeiro, segundo a Abrainc (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias) e a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas). Mas a valorização muda muito de lugar para lugar. Pelo Índice FipeZap, os preços subiram 3,44% de janeiro a agosto na média do país. Em Vitória, 10,24% no ano. Em São Paulo, a alta de 12 meses ficou abaixo da inflação. E construir está mais caro: o INCC-M, da FGV, marcou 6,40% entre agosto de 2025 e julho de 2026.
“O modelo posiciona o investidor qualificado em oportunidades que, historicamente, ficavam restritas ao balanço dos próprios incorporadores ou a fundos de desenvolvimento de acesso institucional”, diz Medeiros.
Então, vale a pena?
Depende do perfil. O modelo é voltado a investidores qualificados, empresas e family offices, exige prazo mais longo e envolve o risco de execução da obra. Por isso, a Fortunne faz a escolha das cidades, analisa o incorporador parceiro e acompanha cada chamada de dinheiro. Valor mínimo, prazo e formato variam conforme o empreendimento. Para quem cabe nesse perfil, a resposta à pergunta do título pode ser: não precisa escolher. Mais informações no perfil da Fortunne Capital no LinkedIn .
