O que é lock-in em inteligência artificial, e por que ele não aparece na mensalidade
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O que é lock-in em inteligência artificial, e por que ele não aparece na mensalidade

Lock-in é a situação em que trocar de fornecedor custa mais do que continuar com ele, mesmo quando continuar ficou ruim. Em software tradicional, o lock-in é de dado e de integração. Em inteligência artificial , ele ganha uma camada nova: a regra de negócio calibrada dentro do modelo de alguém que pode mudar esse modelo amanhã.

“Continuidade não é cláusula de contrato, é decisão de arquitetura. Se a sua operação para quando o fornecedor muda o modelo, você não comprou uma ferramenta, comprou uma dependência com mensalidade”, afirma Guilherme Friol, CEO da Vircos , empresa de engenharia de inteligência artificial corporativa.

O sinal de lock-in em IA é quando a resposta à pergunta “o que para se o fornecedor mudar o modelo?” é uma função crítica: crédito, preço, triagem. Segundo Friol, o risco tem três formas: de preço, de comportamento e de existência da versão. A Gartner projeta que mais de 40% dos projetos de IA agêntica sejam cancelados até 2027, com custos crescentes entre as causas.

A alternativa não é abandonar fornecedores. É a arquitetura híbrida: commodity na API mais barata do momento, regra de negócio em modelo aberto e infraestrutura controlada pela empresa.

“Híbrido não é ideologia, é engenharia. O que é commodity roda na API que for mais barata hoje. O que carrega a regra do negócio roda onde a empresa controla a versão, o custo e a data em que aquilo deixa de existir”, diz o executivo.

Para quem está contratando agora, a proteção contra o lock-in não está no contrato. Está em decidir, antes de assinar, onde a regra vai morar.

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