
O dólar fechou abaixo de R$ 5,10 em 8 de setembro, com queda de 1,27% na semana e 6,54% no ano, num quadro de petróleo perto de US$ 98, capital estrangeiro voltando à bolsa e pesquisas apontando disputa acirrada. Faltam menos de 30 dias para o primeiro turno, em 4 de outubro.
Para quem importa, o recuo tem uma leitura direta: a proteção para outubro ficou mais barata. Em maio, a GX Capital havia projetado pico de R$ 5,55 no trimestre, a partir de um dólar na casa de R$ 4,91; o nível não veio, e o custo da tranche de NDF que cobre o segundo turno caiu junto.
“A queda de setembro não desmonta a janela, muda o custo dela: NDF de compra na casa de R$ 5,10 com o segundo turno em 25 de outubro é proteção mais barata do que a de julho. O importador que ainda não fixou setembro e outubro tem nesta semana o melhor ponto de entrada da janela”, afirma Vinicius Teixeira, sócio da GX Capital .
A estrutura recomendada pela mesa é o hedge em camadas com passo curto: parcelas semanais de NDF de compra até o primeiro turno, FINIMP para pagar depois da acomodação pós-eleição e benefícios como Ex-Tarifário para reduzir o custo total. O playbook Importação Blindada simula redução de até 44,7% no custo da operação com tudo empilhado.
Para quem exporta, o dólar mais baixo é a tentação de esperar outubro. É a decisão que entrega o embarque ao spot de um dia.
“Do lado do exportador, dólar mais baixo antes da eleição é o motivo para não vender o embarque de outubro no spot. NDF de venda escalonado até o segundo turno e ACC sobre o pipeline mantêm o prêmio da janela dentro da empresa”, diz Teixeira.
A GX, com mais de R$ 2 bilhões em volume estruturado, usa o Auron IA, tecnologia própria no app do cliente, para dimensionar as tranches. O que muda com o dólar a R$ 5,10, portanto, é o preço da proteção. O que não muda é a janela: ela vai até 25 de outubro.
