Faustino da Rosa Júnior lança O Brasileiro e o Dinheiro, sua obra mais ambiciosa
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Faustino da Rosa Júnior lança O Brasileiro e o Dinheiro, sua obra mais ambiciosa

O advogado tributarista, empreendedor digital, investidor imobiliário e escritor best-seller Faustino da Rosa Júnior lança “O Brasileiro e o Dinheiro”, obra publicada pela Actual, selo do Grupo Editorial Alta Books. O livro chega às livrarias após registrar forte desempenho na pré-venda na Amazon e será apresentado oficialmente aos leitores em evento com sessão de autógrafos na Livraria do Mall.

Com 25 capítulos e 260 páginas, a obra parte de uma pergunta: por que o brasileiro tem tanta dificuldade de poupar, investir e construir patrimônio? Para respondê-la, Faustino percorre quatro séculos de história e reúne economia, cultura brasileira, neurociência, comportamento financeiro, sistema tributário e construção patrimonial.

A proposta é ocupar no mercado nacional um espaço semelhante ao conquistado por fenômenos internacionais das finanças comportamentais, como “A Psicologia Financeira”, de Morgan Housel, mas a partir da experiência brasileira.

“Eu queria escrever o livro sobre dinheiro que somente um brasileiro poderia escrever para outro brasileiro. O brasileiro passou pela hiperinflação, pelo confisco da poupança, por sucessivas mudanças de moeda, por juros historicamente elevados e por uma estrutura tributária que influencia profundamente suas decisões econômicas. Não existe psicologia financeira brasileira sem compreender o Brasil”, afirma Faustino.

Um olhar brasileiro sobre o dinheiro

A principal tese é que o comportamento financeiro do brasileiro não pode ser explicado apenas pela falta de disciplina ou educação financeira. Para o autor, existe uma herança coletiva que influencia a forma como diferentes gerações aprenderam a consumir, poupar, investir, assumir riscos e enxergar o futuro.

A análise passa pela formação econômica do país, instabilidade monetária, hiperinflação e confisco da poupança. Também aborda aspectos culturais e estruturais, como tributação, crédito e sistema financeiro, além de investigar como escassez, estresse financeiro, gratificação imediata e vieses cognitivos interferem nas decisões.

“O grande erro de boa parte da literatura financeira é começar dizendo ao leitor o que ele deve fazer antes de explicar por que ele faz o que faz. Quando você compreende as causas, finalmente consegue construir soluções”, explica.

A obra mais ambiciosa

Faustino define “O Brasileiro e o Dinheiro” como sua obra mais ambiciosa destinada ao grande público. Advogado tributarista há mais de duas décadas, empreendedor digital e investidor imobiliário, ele transporta para o livro experiências acumuladas acompanhando empresários, profissionais, investidores e famílias em decisões tributárias, empresariais e patrimoniais.

Em vez de apresentar regras universais, o escritor procura construir uma interpretação sobre como o brasileiro pensa financeiramente e, a partir dela, apontar caminhos para romper padrões históricos.

A proposta coloca a obra em diálogo com os best-sellers de psicologia financeira. A diferença está na inclusão de uma variável considerada indispensável pelo autor: o ambiente histórico e cultural no qual o comportamento foi formado.

Um brasileiro que viu sua família enfrentar hiperinflação ou o bloqueio de recursos durante o Plano Collor, por exemplo, carrega memórias econômicas diferentes das encontradas em sociedades marcadas por maior estabilidade monetária.

A comparação com “A Psicologia Financeira” também possui um componente na trajetória de Faustino. Seu livro “Direito Tributário Digital: A Mentalidade Milionária Fiscal do Marketing Digital” já alcançou o primeiro lugar no ranking Nielsen-PublishNews de livros mais vendidos, ficando à frente da obra de Morgan Housel.

“Chegou a hora de o brasileiro deixar de ser apenas consumidor de interpretações estrangeiras sobre a própria vida financeira. Nós precisamos construir nossa própria literatura, nossas próprias categorias e nossas próprias respostas”, afirma.

Da culpa à construção de patrimônio

Outra proposta do livro é substituir o que Faustino chama de “narrativa da culpa” por uma análise de causalidade. Isso não elimina a responsabilidade individual, mas considera fatores históricos, culturais e estruturais que influenciam decisões financeiras.

A partir desse diagnóstico, o autor aborda estratégias como automatização de investimentos, formação de reservas, compreensão da tributação, administração do crédito, planejamento patrimonial e reconhecimento de vieses cognitivos.

É nesse contexto que surge a “Educação Financeira Nerd”, conceito que dialoga com o Método NERD desenvolvido pelo escritor e aplica às finanças uma filosofia baseada em conhecimento, estratégia, disciplina e execução.

Sucesso antes das livrarias

Antes do lançamento oficial, “O Brasileiro e o Dinheiro” já demonstrou força comercial durante a pré-venda na Amazon. O evento na Livraria do Mall marca agora o primeiro encontro presencial entre Faustino e os leitores da nova obra.

Ao longo dos 25 capítulos, o livro conduz o leitor da formação econômica brasileira às decisões financeiras cotidianas, passando por inflação, confisco, crédito, tributação, endividamento, neurociência da escassez e construção patrimonial.

O diagnóstico, entretanto, não é determinista. Para Faustino, reconhecer as raízes históricas e culturais das escolhas financeiras é justamente o primeiro passo para transformá-las.

“Minha maior ambição não é escrever mais um livro de finanças pessoais. É ajudar a construir uma forma brasileira de pensar o dinheiro. Se compreendermos de onde vieram nossos comportamentos, podemos decidir quais queremos levar para as próximas gerações e quais precisam terminar conosco”, conclui.

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