Quem nunca se sentiu melhor depois de soltar um palavrão? Ou aquele palavrão? Bem, um novo estudo publicado na prestigiada Frontiers of Psychology ajuda a entender melhor a razão por trás desse sentimento e acrescenta um dado curioso: xingar em voz alta pode diminuir a percepção de dor ou desconforto.

Samuel L. Jackson
Reprodução/Youtube
O ator Samuel L. Jackson é conhecido por falar muitos palavrões em seus filmes

O experimento ocorreu da seguinte forma: 92 participantes colocaram a mão em água gelada, com temperatura entre 3°C e 5°C. Eles podiam repetir uma palavra a cada três segundos. Eram quatro opções: o já conhecido “fuck”, uma palavra neutra, que não designa um xingamento, e dois palavrões inventados.

Um deles era “fouch”, uma mistura de “fuck” com “ouch” (interjeição em inglês equivalente ao nosso “ai”). O outro pseudo-palavrão era “twizpipe”.

Como era de se esperar, o bom e velho palavrão foi o mais bem sucedido nos testes. O “fuck” aumentou a tolerância à dor em 33%, ou seja, quanto tempo a pessoa consegue deixar a mão na água. Além disso, o palavrão também aumentou o limiar de dor em 32%, contado a partir do momento em que os participantes diziam que estavam com muita dor. As outras palavras não tiveram efeito significativo.

Mas é prudente moderar as expectativas. O estudo revelou que quem fala palavrão com frequência não apresenta a mesma tolerância de quem fala ocasionalmente.

"Ainda não se sabe como os palavrões ganham esse poder. Já foi sugerido que os xingamentos são aprendidos na infância, e que a aversão a eles contribui para esses aspectos emocionalmente estimulantes”, ponderam os pesquisadores.

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