
O gasto com combustível, estacionamento e manutenção faz muita gente depender do carro mesmo para percorrer distâncias curtas. Mas, dependendo da rotina, uma bicicleta elétrica pode cumprir parte desses trajetos e ajudar a reduzir as despesas de transporte.
Enquanto o carro precisa de combustível, a bicicleta elétrica é recarregada na tomada, inclusive em casa. Em percursos urbanos curtos e frequentes, essa característica pode aliviar o orçamento, especialmente para quem utiliza o veículo diariamente.
Mas além do quesito combustível, também há outras situações em que a bicicleta elétrica pode ser mais vantajosa e contribuir diretamente com a economia dentro do orçamento mensal disponível.
Percursos curtos ficam mais práticos
Ir ao trabalho ou para a faculdade não precisa significar enfrentar congestionamentos todos os dias. Em trajetos de até 8 a 10 quilômetros, a bicicleta elétrica pode ser uma alternativa prática, principalmente quando há ciclovias ou caminhos seguros que permitem evitar o trânsito intenso.
Isso também vale para compras perto de casa e outras tarefas rotineiras. Em vez de usar o carro para cada deslocamento, a bicicleta atende aos percursos e diminui a necessidade de abastecer com tanta frequência.
Em horários de pico, o trajeto também pode ser mais rápido, dependendo das condições do trânsito e do caminho disponível. Por isso, antes de escolher um modelo, vale considerar a distância percorrida e as condições das ruas utilizadas no dia a dia.
Sem combustível e com menos despesas fixas
O preço de compra não é o único gasto de quem tem um carro. Despesas como IPVA, seguro, estacionamento e manutenção também entram na conta. Já a bicicleta elétrica reduz parte desses custos quando substitui o automóvel em deslocamentos frequentes.
Um exemplo é o estacionamento no trabalho. Quem paga uma diária para deixar o carro parado durante o expediente pode encontrar na bicicleta uma forma de evitar esse gasto nos dias em que ela for uma alternativa viável.
A manutenção também tem outra estrutura. Os cuidados básicos incluem pneus, freios e corrente, além de possíveis necessidades relacionadas à bateria e ao motor. Em geral, os custos tendem a representar uma fração das despesas de manutenção de um carro, que podem envolver revisões, pneus, óleo e peças.
Isso não significa que a bicicleta não exija investimento depois da compra. A economia depende do uso e da manutenção necessária, mas deixar o carro em casa em parte dos trajetos pode ajudar a reduzir os gastos recorrentes.
Bicicleta elétrica precisa de CNH?
A bicicleta elétrica de pedal assistido que se enquadra nos critérios de não obrigatoriedade da habilitação tem motor de até 1.000 W, funciona somente enquanto o usuário pedala, não possui acelerador e interrompe a assistência aos 32 km/h. Nessa categoria, não há exigência de CNH, placa, licenciamento ou registro.
Os equipamentos classificados como autopropelidos também podem dispensar essas exigências. Para isso, devem atender aos critérios aplicáveis, como potência de até 1.000 W, velocidade máxima de fabricação de 32 km/h, largura de até 70 centímetros e distância entre eixos de até 1,30 metro.
Por isso, é importante conferir as especificações do produto antes de comprar. O nome comercial ou a aparência, isoladamente, não garantem que o equipamento se enquadre em uma dessas categorias.
Quatro bicicletas elétricas para comparar
Para quem está pensando em trocar parte dos trajetos de carro por uma opção elétrica, há modelos anunciados no Mercado Livre com diferentes preços e autonomias.
A Scooter C2 1000 W, da Octus, tem bateria de lítio removível de 48 V e 24 Ah, autonomia anunciada de até 60 quilômetros, alarme, trava de rodas, retrovisor e cesto. O preço informado caiu de R$ 7.682 para R$ 4.985,28 (clique aqui para ver).
Outra opção é a Bike Elétrica V9 Max 1000 W, anunciada com freio hidráulico e autonomia de 50 a 60 quilômetros. O valor passou de R$ 9.999,90 para R$ 6.472,23.
Para quem procura um modelo de menor preço, a Scooter Smart MT2, da Bikelete, tem motor de 500 W, bateria removível de 48 V e 15 Ah e autonomia anunciada de até 25 quilômetros. O preço é de R$ 3.457,90.
Já a bicicleta elétrica dobrável de 350 W tem bateria de 48 V e 7,8 Ah, autonomia anunciada de até 25 quilômetros e acompanha um brinde, conforme a descrição fornecida. O preço desse modelo atende quem busca por preços mais acessíveis. Apenas R$ 2535,47. A oferta está disponível clicando aqui.
Compensa para você?
Antes de investir, compare a autonomia anunciada com a distância que você percorre diariamente. Um modelo com alcance de até 25 quilômetros pode atender a algumas rotinas, enquanto opções com autonomia anunciada de até 60 quilômetros podem ser consideradas por quem precisa percorrer distâncias maiores.
Para muita gente, a bicicleta elétrica pode funcionar como alternativa para ir ao trabalho, estudar ou resolver tarefas próximas, enquanto o carro continua disponível para os demais deslocamentos.
A economia potencial vem justamente da ideia de reduzir o uso do automóvel nos trajetos em que a bicicleta atende à necessidade. Ao comparar o preço do equipamento, a autonomia e os custos da rotina, fica mais fácil avaliar se essa mudança faz sentido para o próprio orçamento.
