
Um item pequeno, quase esquecido no fundo da mochila, pode ser justamente o que causa dor de cabeça na hora de embarcar. Os powerbanks, tão comuns no dia a dia, passaram a seguir regras mais rígidas em voos. E entender esses limites deixou de ser detalhe para se tornar essencial, especialmente para quem viaja com frequência ou vai fazer a sua primeira.
A primeira informação é que sim, os powerbanks são permitidos em aviões, mas nunca na bagagem despachada. Eles devem estar sempre na bagagem de mão, por uma razão clara: as baterias de lítio exigem monitoramento constante por questões de segurança. E é exatamente aqui que entram as regras atualizadas por órgãos como ANAC e ICAO, que definem limites e condições específicas para o transporte.
O ponto mais crítico está na capacidade. Dispositivos de até 100 Wh (o que corresponde, em média, a modelos entre 20.000 e 27.000 mAh) estão liberados sem necessidade de autorização prévia. Já os que ficam entre 100 Wh e 160 Wh exigem aprovação da companhia aérea, enquanto qualquer modelo acima desse limite é simplesmente proibido em voos.
Mas não é só a capacidade que importa. A quantidade também passou a ter limite, com geralmente cada passageiro podendo levar no máximo dois powerbanks. Essa regra, atualizada em 2026, reforça a preocupação com o transporte seguro desses dispositivos.
Outro detalhe que surpreende muita gente é o uso durante o voo. Mesmo estando permitido levar o powerbank na cabine, não é permitido utilizá-lo para carregar dispositivos ou recarregá-lo nas entradas USB da aeronave. Ou seja, ele deve permanecer guardado durante todo o trajeto.
A atenção também começa antes mesmo do embarque, ainda no raio-X. O powerbank pode passar normalmente dentro da mochila. Em alguns casos, pode ser solicitado que o item seja retirado para inspeção. Outro ponto importante: o aparelho deve ter as informações de capacidade (mAh/Wh) claramente impressas, facilitando a verificação.
Atenção na escolha
Outro alerta importante envolve a escolha do produto. Modelos muito baratos ou sem certificação podem representar perigo real. Sem sistemas adequados de controle, esses dispositivos podem sofrer sobrecarga, curto-circuito ou até falhas mais graves. Em viagens, especialmente aéreas, isso se torna ainda mais crítico.
Em janeiro deste ano, por exemplo, um avião da Latam que seguia de São Paulo para Brasília precisou fazer um pouso de emergência em Ribeirão Preto depois de um carregador portátil de um passageiro pegar fogo durante o trajeto.
É com esse tipo de situação que opções certificadas ganham destaque. Um exemplo é o i2GO PRO Power Bank 20000mAh 20W, que conta com certificações como ANATEL, CE, FCC e RhOS. O modelo está disponível com redução de preço, de R$ 229,90 por R$ 179,90, com possibilidade de parcelamento sem juros, o que ajuda a explicar por que aparece entre as buscas mais frequentes (clique aqui para ver).
Portanto, o que parece apenas um acessório comum, na verdade exige atenção redobrada quando o assunto é viagem aérea. As regras existem, os limites são claros e os cuidados fazem diferença. Com isso, entender como transportar e usar corretamente um powerbank deixa de ser apenas uma recomendação e passa a ser parte do próprio planejamento de viagem.
