Com inadimplência recorde no crédito rural, empresas do agro passam a contratar análise e cobrança como serviço

AgRisk oferece política de crédito, mesa de análise, mesa de renegociação e cobrança e antecipação de recebíveis no formato Credit as a Service

Com inadimplência recorde no crédito rural, empresas do agro passam a contratar análise e cobrança como serviço
Foto: Foto: Reprodução
Com inadimplência recorde no crédito rural, empresas do agro passam a contratar análise e cobrança como serviço

a 9,7% em agosto, o maior nível da série do Banco Central, iniciada em 2011. Ao mesmo tempo, os desembolsos dos dois primeiros meses da safra 2026/27 recuaram 37,8% em relação ao mesmo período da safra anterior, segundo relatório da Faesp divulgado pela CNA com dados do Banco Central.

Com mais propostas chegando na safra e menos espaço para erro, empresas do agronegócio que vendem a prazo passaram a depender de quatro frentes: política definida, capacidade de análise, acesso a capital de giro e recuperação eficiente da carteira vencida. É sobre esses pontos que o AgRisk ( agrisk.agr.br ), infraestrutura de decisão de crédito com sede em Uberlândia (MG), estruturou sua oferta no formato Credit as a Service.

Quatro serviços, quatro momentos

Os serviços acompanham o crédito do início ao fim. A política de crédito atua antes da concessão, com critérios, limites e alçadas definidos. A mesa de crédito apoia a decisão, entregando parecer com score e rating. A mesa de renegociação e cobrança atua na recuperação da carteira vencida. E a antecipação de recebíveis, conduzida pelo AgRisk Capital, transforma duplicatas em capital de giro.

Todos se apoiam nos mais de 30 módulos de análise do AgRisk Consultas. A política pode ainda ser conectada ao AgFlow, motor de decisão de crédito da empresa, que passa a aplicá-la a cada nova solicitação.

“Na safra, o volume de propostas cresce mais rápido do que a capacidade de análise do time, e com o crédito mais seletivo decidir sem um critério claro custa caro. O Credit as a Service reúne política, análise, cobrança e antecipação de recebíveis em uma metodologia testada em carteira real do agro, e entrega à empresa um parecer com score e rating para que ela decida com segurança, sem precisar montar ou investir na ampliação de uma estrutura fixa para isso”, afirma Alonso Neto, Head of Financial Services do AgRisk.

Base de dados especializada

A plataforma reúne 1,92 milhão de produtores e mais de 1.600 empresas ativas. Nos últimos 24 meses, foram quase 1 milhão de consultas ESG, que integram CAR, compliance, embargos e imagens de satélite à análise. A base também acompanha R$ 11,45 bilhões em CPRs ativas.

Segundo a empresa, a especialização é necessária porque o crédito agro depende de variáveis como tipo de cultura, ciclo de safra, CPR, CAR e patrimônio rural, que um birô genérico não capta.

Dados centralizados

Denise Hilbig, Gerente Executiva de Crédito e Cobrança da Nitro Agro, cliente do AgRisk, defende que o acompanhamento de indicadores precisa estar dentro de uma ferramenta.

“O monitoramento é importante, ele precisa acontecer, mas ele só vai acontecer de uma forma efetiva, assertiva, (...) quando você tem isso dentro de uma ferramenta que compila os dados para você, porque senão vira tudo manual e você não consegue ter segurança dos dados.”

Fundado em 2016, o AgRisk reúne ainda a CredAcademy, plataforma de capacitação em crédito. Seus clientes incluem bancos, fintechs, factorings, fundos, escritórios de advocacia e companhias do agronegócio.