
Não existe uma linha do cabelo que funcione para todo mundo. A posição ideal da linha frontal muda conforme o formato e as proporções de cada rosto, e esse é o ponto de partida quando alguém procura o transplante capilar para reduzir visualmente a testa ou reconstruir a região das entradas.
O tema interessa tanto a quem se incomoda com uma testa mais ampla, característica natural de alguns rostos, quanto a quem notou o recuo da linha do cabelo com o envelhecimento, que deixa essa região mais evidente.
Segundo o dermatologista Dr. Paulo Lu Tai Zon , especialista em transplante capilar da Clínica Lu , apenas baixar a linha do cabelo não basta. “A redução visual da testa não consiste simplesmente em baixar a linha frontal. É preciso encontrar uma posição que seja proporcional ao rosto, respeite as características dos fios e continue apresentando um aspecto natural com o passar dos anos”, explica.
O que define a linha certa para cada rosto
Para encontrar a posição da nova linha, o planejamento parte da anatomia e das proporções do rosto do paciente. A avaliação também considera a idade, a espessura e a direção dos fios, a densidade da área doadora e o padrão de evolução da perda de cabelo.
Na prática, duas pessoas com testas de altura parecida podem precisar de desenhos diferentes, porque cada rosto tem as próprias proporções e cada cabelo tem as próprias características.
A linha também precisa acompanhar o tempo. Ela deve combinar com a aparência atual e com a possível evolução da queda, para não ficar fora de lugar mais adiante.
Como a técnica funciona
O transplante é feito pelo método FUE (extração de unidades foliculares): unidades foliculares saem de uma área doadora do próprio paciente e são transplantadas para a região frontal. Com o transplante capilar FUE , é possível avançar ou reconstruir a linha capilar, até em pontos onde nunca houve fios. O procedimento pode ser indicado para homens e mulheres. Mais do que diminuir a altura da testa, a intenção é criar uma linha frontal compatível com as características de cada paciente.
A quantidade de unidades foliculares varia. Tem paciente que precisa só de um avanço discreto e tem quem precise reconstruir uma área maior.
Linha reta demais parece artificial
O formato do contorno também pesa, já que o nascimento natural do cabelo não forma um traço contínuo. Uma linha reta e regular demais pode deixar o resultado artificial. Por isso, o desenho reproduz as pequenas irregularidades e variações do nascimento natural dos cabelos.
Para o médico, o resultado deve ser avaliado no conjunto das proporções do rosto, e não só pela altura da testa. “O objetivo é que a nova linha capilar se integre ao rosto e às características do cabelo do paciente. O resultado ideal não é aquele que chama atenção para o transplante, mas aquele que melhora a harmonia facial de maneira natural”, afirma.
Avaliação antes de tudo
A indicação do transplante, o número de fios e o desenho da nova linha dependem de avaliação médica individualizada. Nem todos os pacientes são candidatos, e ter expectativas realistas é parte importante do planejamento. É nessa consulta que se define se o procedimento faz sentido e onde a nova linha deve começar. No fim, a linha ideal é a que combina com o rosto de quem vai recebê-la e continua natural com o passar do tempo.
Dr. Paulo Lu Tai Zon é médico dermatologista e especialista em transplante capilar, CRM-SP 119779 | RQE 39547.
As informações deste conteúdo têm caráter educativo e não substituem avaliação médica individualizada.