Quer lançar sua marca de cosméticos? Renato Silva mostra como sair do papel

À frente da Tessora, ele conduz a Eathern Longevité, de Viviane Aragão, da definição do público até a preparação para as vendas

Quer lançar sua marca de cosméticos? Renato Silva mostra como sair do papel
Foto: Foto: Reprodução
Quer lançar sua marca de cosméticos? Renato Silva mostra como sair do papel

Ter uma ideia de marca de cosméticos é o primeiro passo. Transformar essa ideia em produto pronto para vender exige método. É nesse caminho que atua Renato Silva, à frente da Tessora , empresa que conduz marcas desde as primeiras definições do negócio até a preparação da operação comercial.

Um dos projetos em andamento é a Eathern Longevité, marca de skincare fundada por Viviane Aragão. Depois de passar pelo desenvolvimento e pela industrialização, a marca está preparada para começar a vender com 14 apresentações de produtos.

Primeiro passo: saber para quem vender

Antes de pensar em fórmula ou frasco, o método da Tessora começa pela estratégia. Chamado de Equity First e aplicado por meio da Jornada da Marca, ele define público, nicho, narrativa, identidade e arquitetura de receitas. Essas escolhas viram critério para tudo o que vem depois. A meta é criar uma marca que dê resultado financeiro e ganhe valor como patrimônio com o tempo.

Segundo passo: tirar o produto do papel

Com a estratégia definida, começa a industrialização. É a fase de escolher fornecedores e materiais, cuidar da regularização e colocar a produção para rodar. Na prática, é quando a estratégia ganha forma física. No caso da Eathern Longevité, o resultado é uma linha com um creme corporal, um creme para colo e pescoço e seis óleos puros, em duas volumetrias: oito produtos em 14 SKUs, nome dado a cada apresentação comercial diferente.

Os cremes levam peptídeos de cobre e PDRN, dentro da proposta de skincare de alta performance da marca, que liga o cuidado com a pele à longevidade.

Terceiro passo: preparar a venda

A última fase é a implantação da operação, com canais de venda, distribuição, comunicação, atendimento e gestão. A Tessora pode assumir essa parte mediante contratação específica. Juntas, as três fases formam o Brand Labs, principal serviço da empresa.

Quanto custou

Viviane Aragão destinou R$ 170 mil aos serviços para estruturar o negócio e R$ 100 mil à produção e industrialização, somando R$ 270 mil. A operação ainda precisa de recursos para despesas comerciais e capital de giro. O planejamento prevê ticket médio de R$ 440 por pedido, número que será acompanhado com volume de pedidos, custo para conquistar clientes, recompra e margem.

O valor dos serviços cobre as bases estratégicas, técnicas e empresariais do projeto, com posicionamento, desenvolvimento de produtos, embalagens e planejamento comercial conectados para definir como a marca vai chegar ao consumidor e se sustentar.

O planejamento operacional cobre pelo menos 24 meses e se liga a uma visão de expansão de cinco anos. O crescimento depende da demanda, da capacidade de abastecimento e de recursos para financiar a expansão.

Cada detalhe entra na conta

Silva define seu trabalho como arquitetura de marcas e negócios cosméticos. Para ele, até a embalagem precisa ser pensada em conjunto: percepção do público, custo, preço final e distribuição pesam na mesma decisão. Cada produto do portfólio também precisa ter uma função na proposta da marca e no modelo de receita.

O que vem agora

Para Renato Silva, a ligação entre as etapas é o que faz o método funcionar, porque o que é decidido no começo precisa virar produto e operação comercial consistente. Na Eathern Longevité, o próximo passo é a entrada no mercado, quando toda a estrutura montada será avaliada pela capacidade de gerar vendas, recorrência e resultados. Para quem quer sair do papel, o caminho começa pela estratégia, passa pela fábrica e se completa com a marca pronta para vender.