Empresa descobre que pagava caro demais em viagem e economiza R$ 1 milhão em 1 mês
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Empresa descobre que pagava caro demais em viagem e economiza R$ 1 milhão em 1 mês

Uma empresa brasileira descobriu que estava pagando muito mais caro do que devia em viagens a trabalho, e a solução para o problema rendeu uma economia de cerca de R$ 1 milhão logo no primeiro mês. O caso é do Grupo Inttra, que revisou a forma como comprava passagem aérea e diária de hotel para os funcionários que viajam a trabalho.

Durante anos, a empresa escolhia a agência de viagens pelo critério mais comum do mercado: a menor taxa cobrada para emitir cada bilhete. Só que essa taxa representa só uma fatia pequena do valor total gasto com a viagem.

"Nossa agência anterior foi escolhida porque tinha a menor taxa de transação entre as concorrentes. Só que em nenhum momento tivemos acesso ao preço das viagens, que é onde estão os outros 99% do valor", conta Romero Ribeiro, Gerente de Compras do Grupo Inttra.

A descoberta veio depois que a empresa passou a usar uma plataforma em que várias agências de viagem disputam, ao mesmo tempo, cada pedido de passagem ou hotel. É o marketplace de viagens corporativas da Loupit , que reúne diferentes agências homologadas para cotar juntas cada solicitação.

"Depois de meses rodando, descobrimos que as tarifas que pagávamos eram muito mais caras do que as das agências que tinham perdido o bid pela taxa. Ficou claro que escolher fornecedor olhando para 1% do gasto não fazia o menor sentido", afirma Ribeiro.

O resultado veio rápido. No primeiro ciclo de faturamento depois da mudança, o Grupo Inttra teve queda de 31% no valor médio das viagens e economizou cerca de R$ 1 milhão, sem trocar de fornecedor fixo nem mudar as regras internas de viagem.

"O processo de compra tradicional negocia apenas o fee da agência, e o fee é cerca de 1% do que a empresa gasta com viagem", diz Patrick Tytgadt, fundador e CEO da Loupit, travel tech brasileira de gestão de viagens e despesas corporativas. "O marketplace coloca em disputa os 100%, a cada pedido. É por isso que o resultado aparece rápido: não é uma economia de negociação, é uma economia de mercado".

A ideia lembra o que já rola há anos quando alguém compara preço de passagem em vários sites antes de comprar a viagem de férias. A novidade é aplicar a mesma lógica pra viagem que a empresa paga, sem perder o controle sobre as regras internas.

Não foi um caso isolado. Uma pesquisa da Loupit com 164 empresas brasileiras mostrou que 71% já cotam viagem em mais de uma fonte, mas ainda fazem isso por e-mail, telefone e planilha, sem nenhum sistema que registre a comparação.

O mercado de viagens corporativas movimenta cerca de R$ 147,8 bilhões por ano no Brasil, segundo a Abracorp, com 5,4 milhões de passagens aéreas e 10,2 milhões de diárias de hotel emitidas em 2025. Quem cuida do orçamento de viagem dentro de uma empresa pode aplicar a mesma lógica usada pelo Grupo Inttra, colocando o preço final da viagem em disputa entre diferentes fornecedores de agência de viagens corporativas , e não só a taxa cobrada pela emissão do bilhete.

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