
Relatório estima que a expansão da infraestrutura digital do Brasil poderia criar mais de 230.000 empregos permanentes e atrair mais de US$ 698 bilhões em investimentos
, /PRNewswire/ -- O Brasil tem as vantagens estruturais para se tornar um dos principais hubs de infraestrutura digital do mundo na era da inteligência artificial (IA), de acordo com o , desenvolvido pela Fundação Getulio Vargas (FGV) a pedido da Scala Data Centers e da Norgás. O estudo examina o impacto econômico da expansão da infraestrutura digital em todo o país e identifica os fatores que moldam a competitividade do Brasil no mercado global.
Segundo o relatório, a matriz energética predominantemente renovável do Brasil, sua localização geográfica estratégica, o amplo mercado interno e a crescente demanda por serviços de computação em nuvem e inteligência artificial posicionam o país como um forte candidato a receber investimentos globais em infraestrutura digital.
O estudo projeta ganhos econômicos substanciais. No cenário mais ambicioso, o Brasil expandiria sua capacidade instalada de infraestrutura digital de aproximadamente , criando mais de . Desses, cerca de dariam suporte às operações dos data centers, enquanto aproximadamente seriam gerados ao longo da cadeia de suprimentos e da economia em geral. Esses números refletem apenas os empregos operacionais permanentes e excluem os empregos temporários gerados durante a construção e o desenvolvimento dos projetos.
O relatório também estima que a adição de de nova capacidade atrairia entre em investimentos totais (aproximadamente ). Esses investimentos financiariam tanto a infraestrutura física, incluindo aquisição de terrenos, construção civil, sistemas elétricos, equipamentos mecânicos e de resfriamento, infraestrutura predial e sistemas de segurança, quanto equipamentos de tecnologia da informação, como servidores, sistemas de armazenamento, equipamentos de rede e aceleradores de IA.
A FGV baseou sua análise em um , que mede como os investimentos se propagam por diversos setores da economia. Em vez de considerar os data centers apenas como infraestrutura tecnológica, o estudo os identifica como um catalisador do desenvolvimento econômico. A construção e a operação dessas instalações estimulam uma ampla cadeia de valor que inclui energia elétrica, construção, telecomunicações, logística, engenharia e serviços técnicos especializados.
De acordo com o estudo, o impacto do setor vai muito além da fase de construção. Os data centers impulsionam ganhos de longo prazo em produtividade, desenvolvimento da força de trabalho, crescimento econômico regional e atividade empresarial em diversos setores.
"O estudo utiliza um modelo de matriz insumo-produto para captar os efeitos diretos, indiretos e induzidos dos investimentos em infraestrutura digital, permitindo medir como esses projetos ativam cadeias produtivas inteiras", afirmou , gerente executivo de projetos da FGV. "Nossas conclusões mostram que os benefícios econômicos vão muito além do setor de tecnologia, gerando ganhos significativos em emprego, renda e produção em toda a economia."
O relatório também avalia comparativamente o Brasil a hubs globais consolidados de infraestrutura digital, incluindo , , , , , e o (Frankfurt, Londres, Amsterdã, Paris e Dublin), avaliando cada mercado sob as perspectivas tecnológica, econômica, energética e regulatória.
Para fortalecer a competitividade do Brasil e liberar todo o seu potencial, o estudo identifica diversas prioridades, incluindo maior coordenação institucional, um marco regulatório estável e maior previsibilidade no planejamento energético, alinhando a expansão da rede elétrica à nova demanda por infraestrutura digital.
O relatório também conclui que a elevada carga tributária brasileira sobre equipamentos e serviços compromete a competitividade global do país ao aumentar o custo de incorporar tecnologias avançadas e capacidade produtiva.
Para enfrentar esses desafios, a FGV propõe uma agenda composta por quatro frentes:
O estudo também identifica iniciativas como , a redução dos impostos estaduais de importação atualmente em análise pelo , os incentivos e as como instrumentos complementares capazes de reduzir a diferença competitiva do Brasil em relação a outros hubs globais e atrair mais investimentos em infraestrutura digital.
A FGV também recomenda a criação de um órgão nacional de coordenação que reúna os governos federal, estaduais e municipais, reguladores do setor e a iniciativa privada para eliminar sobreposições de responsabilidades, reduzir os prazos dos projetos e oferecer maior previsibilidade para futuros investimentos em infraestrutura digital.
Segundo o relatório, o crescimento do Brasil como um hub global de infraestrutura digital dependerá de sua capacidade de fortalecer o ambiente de negócios, ampliar a conectividade e proporcionar segurança de longo prazo aos investidores. À medida que a demanda por infraestrutura para IA continua a acelerar em todo o mundo, os países que conseguirem alinhar esses fatores estarão mais bem posicionados para atrair investimentos, desenvolver ecossistemas industriais e fortalecer seu papel na economia digital global.
"Os principais mercados de infraestrutura digital do mundo, especialmente os Estados Unidos e a Europa, enfrentam restrições crescentes para expandir sua capacidade, incluindo disponibilidade limitada de energia, desafios de interconexão à rede elétrica e escassez de terrenos adequados para novos empreendimentos, mesmo com a contínua aceleração da demanda por processamento de dados e inteligência artificial", afirmou , vice-presidente sênior corporativo da Scala Data Centers. "Essas restrições criam uma oportunidade para o surgimento de novos hubs globais. O Brasil oferece uma combinação rara de ampla disponibilidade de energia, matriz elétrica predominantemente renovável, significativo potencial de expansão, abundância de terras e forte conectividade com as principais rotas internacionais de dados. Se o país agir agora, poderá atrair investimentos em uma escala sem precedentes, criar empregos de alta qualidade e consolidar-se como um dos principais hubs globais de infraestrutura digital."
Sobre a Scala Data Centers
A Scala Data Centers é a principal plataforma de data centers sustentáveis em hiperescala da América Latina. Com o apoio da DigitalBridge, a empresa já investiu mais de e administra aproximadamente de capacidade instalada e em desenvolvimento, sustentada por um landbank de mais de . A Scala também possui mais de de capacidade de energia reservada para futuras expansões, fornecida integralmente por fontes certificadas de energia renovável.
View original content to download multimedia:
FONTE Scala Data Centers
