
Percorrer trajetos curtos sem depender tanto do carro ou do transporte público é uma das razões para considerar uma bicicleta elétrica . Mas nem todos os modelos funcionam da mesma maneira. Enquanto alguns permitem pedalar com assistência do motor, outros oferecem acelerador e se aproximam mais de uma scooter elétrica . Entender essa diferença ajuda a escolher um equipamento adequado à rotina e evita surpresas antes da compra.
Entre as opções disponíveis no Brasil estão modelos compactos, alternativas com bateria de maior capacidade e veículos com equipamentos como farol, retrovisores e painel digital. A autonomia, a potência e a velocidade também variam, por isso vale olhar as especificações antes de decidir apenas pela aparência.
A lista organizada pelo iG Mais reúne cinco opções: Honeywhale B20, Misaki 800 W, Skyboard 48 V, GTS Black Fish 500 W e uma scooter elétrica de 1.000 W. Cada uma tem suas próprias características e a escolha depende do deslocamento pretendido, da distância percorrida e das condições de uso diária.
Honeywhale B20
A Honeywhale B20 tem motor com potência nominal de 350 W, que pode atingir até 440 W, bateria de 36 V e capacidade de 7,8 Ah. Segundo as especificações, a autonomia elétrica máxima chega a 35 quilômetros, enquanto o carregamento leva cerca de 6,5 horas.
Um dos destaques é a possibilidade de escolher entre três modos de condução. No primeiro, o veículo funciona apenas com os pedais. No segundo, o motor auxilia enquanto a pessoa pedala, reduzindo o esforço. Já o terceiro permite condução exclusivamente elétrica por meio do acelerador.
O modelo tem pneus de 14 polegadas, estrutura de ferro e capacidade máxima de carga de 120 kg. Também conta com freios a disco nas rodas dianteira e traseira, painel multifuncional e proteção IP54.
O painel apresenta informações como velocidade atual, nível da bateria, quilometragem e modo de condução. A estrutura dobrável é outro recurso que pode interessar a quem precisa guardar o equipamento em espaços menores.
Misaki 800 W
A Misaki é apresentada como uma bike scooter, com motor de 800 W , cor branca, aro 14 e velocidade máxima informada de 32 km/h. O modelo não é dobrável e suporta até 150 kg.
A proposta se diferencia da de uma bicicleta convencional com assistência ao pedal. Um ponto que merece atenção é a autonomia, uma vez que a informação fornecida indica duas horas, mas não esclarece se esse número se refere ao tempo de funcionamento, à duração de uso ou a outra medida.
Antes de escolher a Misaki, o ideal é conferir na página do produto os detalhes da bateria, a autonomia em quilômetros e as condições de recarga. Esses dados são fundamentais para saber se o veículo atende ao trajeto previsto.
Skyboard 48 V
A bicicleta elétrica Skyboard tem bateria de íon-lítio de 48 V e capacidade de 21 Ah. A autonomia fica entre 55 e 60 quilômetros, o que pode atender quem precisa percorrer distâncias maiores entre uma recarga e outra no dia a dia.
O modelo tem quadro de 14 polegadas, velocidade máxima informada de 32 km/h e capacidade máxima de carga de 150 kg. A bateria de maior capacidade é o principal destaque.
Para quem está comparando opções, a Skyboard merece atenção pela capacidade da bateria e pela distância divulgada.
GTS Black Fish 500 W
A GTS Black Fish tem motor de 500 W , bateria recarregável removível e acelerador no guidão. A velocidade máxima informada é de 32 km/h, e a capacidade de carga chega a 120 kg.
A bateria removível é um dos pontos positivos na bicicleta elétrica, pois permite retirá-la do veículo para recarga em casa ou no trabalho, por exemplo.
O painel também informa o nível de carga, ajudando a acompanhar a energia disponível durante o uso. Ela conta ainda com farol, luz traseira, indicadores de direção, buzina e retrovisores.
A GTS Black Fish pode entrar na comparação de quem procura um veículo elétrico com acelerador e bateria removível, mas é necessário confirmar as condições de uso, a autonomia e o enquadramento legal antes de decidir.
Scooter elétrica de 1.000 W
A quinta opção é uma scooter elétrica com motor de 1.000 W , bateria de íon-lítio de 48 V e capacidade de 20 Ah. A autonomia anunciada chega a 50 quilômetros, enquanto a velocidade máxima informada na ficha é de 40 km/h, com referência a um limite de 32 km/h.
O modelo suporta até 110 kg e tem banco duplo com encosto, cesta dianteira com tampa, painel digital, alarme antifurto, farol de LED e retrovisores.
A cesta dianteira pode ser útil para transportar compras e objetos do cotidiano. Já o banco com encosto e os equipamentos integrados são diferenciais em relação a modelos compactos voltados principalmente ao deslocamento individual.
Há, porém, um detalhe que não deve passar despercebido: a ficha apresenta tanto a velocidade máxima de 40 km/h quanto a referência a um limite de 32 km/h. Antes de comprar, é importante confirmar qual é a velocidade máxima de fabricação e como funciona essa limitação em virtude da obrigatoridade ou não de CNH.
Como escolher sem errar?
Antes de escolher, compare a distância que você precisa percorrer, a capacidade da bateria, o tempo de recarga, a carga máxima suportada e os equipamentos incluídos.
Outro cuidado indispensável é verificar a classificação legal do veículo, por conta da necessidade de emplacamento e uso da CNH . A Resolução Contran nº 996/2023 diferencia bicicletas elétricas, equipamentos de mobilidade individual autopropelidos e ciclomotores.
Uma bicicleta elétrica convencional precisa ter assistência ao pedal, sem acelerador manual, e atender aos demais requisitos previstos na norma. Dependendo das características, um veículo comercializado como bicicleta elétrica ou scooter pode estar sujeito a exigências diferentes.
A melhor escolha, portanto, não depende apenas de encontrar um modelo com motor potente ou autonomia elevada. É preciso combinar as características do equipamento com a rotina de uso e confirmar se ele atende às regras de circulação aplicáveis.